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Case: Como a Alfabetização de Dados melhorou a tomada de decisão na Arezzo Internacional

A Alfabetização de Dados diz respeito à capacidade de ler, trabalhar, analisar e comunicar dados em contexto. Sem aprimorar essa habilidade, as empresas perdem boa parte da riqueza dos dados que possuem e não conseguem aproveitar ao máximo todas as ferramentas disponíveis. É como se tivessem a faca e o queijo nas mãos, mas conseguissem extrair apenas pequenas lascas.


Neste case de sucesso, vamos entender como a Arezzo Internacional está investindo na capacitação em Data Literacy do seu time gerencial. A empresa já colhe resultados muito positivos da iniciativa, observando mais proatividade e alinhamento dos times, o que resulta em uma melhor tomada de decisão.


Sobre a Arezzo

Atualmente, a Arezzo, empresa global, líder no varejo de calçados femininos no Brasil, tem em sua veia estratégica o olhar de Customer Centricity e de Data Driven. Todas as decisões mais importantes são tomadas por meio de análises de dados. Isso inclui, por exemplo, onde vão vender, como vão vender e qual é o público-alvo. Por meio dos resultados, criam-se hipóteses, que são aprofundadas por meio dos dados disponíveis.


Porém, apesar desse direcionamento cultural do negócio, muitos integrantes dos times são novos na empresa. Isso quer dizer que eles têm habilidades técnicas e de negócio, mas ainda não estão maduros quando o assunto é Data Literacy. “Hoje o time de Business Intelligence (BI) fica dentro da minha equipe de Tecnologia da Informação (TI). Quando recebíamos solicitações do time estratégico, percebíamos que os pedidos vinham fora do padrão. Havia pedidos de cruzamentos de dados que não faziam sentido, por exemplo. O time perdia muito tempo no alinhamento das demandas”, indica Diego Cardoso, Head de TI da ARZZ Internacional, uma das empresas do grupo Arezzo&Co.


Por isso, o time da Arezzo internacional começou a investir em treinamentos de ferramentas como o Excel e o Power BI. Porém, percebeu-se que era preciso dar um passo atrás e investir em uma capacitação de Alfabetização de Dados. Afinal, infelizmente essa ainda não é uma disciplina aprendida na escola ou em cursos tradicionais de graduação. Além da dificuldade no briefing dos produtos de dados, Diego Cardoso observava também uma falta de entendimento do papel dos dados pela equipe nas reuniões estratégicas; faltava um olhar crítico sobre os dados disponíveis.


A Arezzo não está sozinha neste cenário. A pesquisa “Data Literacy Global Studies and Insights”, de 2021, aponta que 89% dos executivos esperam que os membros de sua equipe sejam capazes de explicar como os dados informaram suas decisões. Porém, apenas 11% dos funcionários estão totalmente confiantes em sua capacidade de ler, analisar, trabalhar com inteligência e se comunicar com dados.





Como a formação em Data Literacy ajudou a Arezzo Internacional a aprimorar sua tomada de decisões


A formação em Data Literacy da Arezzo Internacional aconteceu em setembro de 2022. Henrique Portella, CEO do Data Group & Data Literacy Evangelist, montou o curso com base no Programa Corporativo de Data Literacy, adaptado para a edição especial ilustrada com cases da própria marca Arezzo. Um dos episódios estudado foi quando Lady Gaga divulgou de forma orgânica uma bota da Schutz, marca do grupo, e esgotou os modelos em lojas internacionais.


Vinte pessoas participaram do curso, com cargos variados: desde analistas plenos até gerentes. “Havia um GAP entre o time operacional e o time estratégico. Foi por isso que reunimos diferentes cargos em uma mesma turma”, indica Cardoso. A aceitação foi gigantesca.


“Alfabetização de Dados diz muito sobre ter uma forma comum de se comunicar. Ter um time multidisciplinar e multinível é fundamental para que a equipe se comunique melhor”, indica Henrique Portella.

Os resultados da iniciativa foram percebidos logo em seguida. “O time já está com mais autonomia. Percebo que as equipes gerenciais estão pensando de forma diferente. As demandas já vêm mais estruturadas e há mais clareza sobre os produtos de dados, análises e cruzamentos que estão sendo solicitados”, celebra Diego Cardoso. O time de BI também conseguiu ter uma visão mais crítica sobre os padrões que já estavam estabelecidos. Dados que antes eram trabalhados apenas em Excel estão sendo transferidos para ferramentas mais robustas, como o Power BI, por exemplo.


Todas estas mudanças se refletem em decisões melhores para o negócio. A ideia é que o time tenha cada vez mais autonomia para gerar insights, investigar hipóteses e trazer sugestões que melhorem as vendas.


O objetivo dos Diretores é tornar a formação em Data Literacy consolidada na empresa, formando novas turmas para que mais profissionais se capacitem, além de aprofundar os conhecimentos da equipe. Além disso, o investimento do time internacional está incentivando outros eixos da empresa a montarem treinamentos voltados à Alfabetização de Dados, formando um movimento institucional rumo à gestão Data Driven em todas as esferas da organização.





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